Um dos principais desafios de qualquer governo é determinar para onde serão direcionados os investimentos públicos. Essa é uma área em que todas as demandas parecem urgentes e muito importantes, e uma decisão errada pode ser desastrosa para a qualidade de vida e a economia de um país.

O setor público envolve orçamentos que muitas vezes somam dezenas de milhões de reais, e existe uma grande pressão da população para que esses investimentos sejam revertidos em resultados palpáveis que efetivamente transformem a vida das pessoas.

Neste artigo, falaremos sobre como definir as prioridades para investimentos públicos e quais os métodos que podem auxiliar essa escolha árdua. Boa leitura!

Como o governo define o que é importante?

O ponto de partida para a definição de qualquer investimento público, seja ele em esfera federal, estadual ou municipal, é uma demanda real da população ou do estado. Muitas vezes, são os próprios cidadãos que reconhecem essa necessidade, enquanto em outros casos ela surge a partir de pesquisas ou análises de especialistas.

Portanto, uma obra para levar saneamento básico para um bairro de uma cidade é um exemplo simples de uma demanda exigida pela população. Já um investimento em uma nova geração de aviões de ataque para a força aérea de um país é uma demanda do estado que normalmente vai partir de uma análise de um especialista em defesa nacional.

Cabe ao administrador público a imensa responsabilidade de definir qual investimento será prioritário e conseguir justificar sua decisão para a população que pagou por ele, além de muitas outras partes interessadas, que envolvem empresas públicas e privadas, associações sem fins lucrativos e até partidos políticos.

Como em qualquer escolha difícil, é preciso colocar no papel quais serão os resultados prováveis de cada decisão considerada e, baseando-se na avaliação desses quesitos, fazer a melhor escolha.

Mas esses critérios avaliativos podem variar em razão de vários aspectos, como a orientação política da atual gestão e os objetivos maiores daquele governo.

Logo, se os atuais líderes do poder público foram eleitos com a promessa de combater a criminalidade, é provável que eles enxerguem mais valor em investimentos na segurança pública, enquanto uma gestão eleita sob o comprometimento de reduzir a pobreza certamente vai investir mais em ações voltadas para esse objetivo.

Como a gestão pública pode fazer uma escolha melhor?

O direcionamento dos investimentos públicos pode ser mais eficiente se a escolha for baseada em dados que revelem de forma mais precisa as demandas reais de população e estado.

Com informações reais sobre as necessidades que precisam ser atendidas, é possível comparar mais justamente as muitas possibilidades de investimento público e evitar o efeito cascata — que é a falha de uma boa opção de investimento porque não foram consideradas outras necessidades prioritárias.

Um exemplo de efeito cascata é quando um investimento direto em educação acaba sendo ineficiente porque não existe transporte para que os alunos cheguem à escola. Antes de ele ser realizado, era preciso atender à demanda de mobilidade urbana.

Com a utilização de ferramentas tecnológicas que permitem a coleta e análise de dados reais, o processo de tomada de decisão dos investimentos será bem mais eficiente do que aquele baseado apenas em intuições e crenças políticas.

Por isso, é importante que governos contem com os softwares e técnicas para elaborar métricas e indicadores que serão utilizados para que as suas escolhas de investimentos sejam as melhores possíveis.

O que é melhor: investimentos públicos ou privados?

Não existe nenhum tipo de competição ou antagonismo entre investimentos públicos e privados. Na verdade, para conseguir atender todas as demandas exigidas pela população e pelo estado, um governo deve contar com parceiros no setor privado que serão efetivamente executores das suas políticas públicas.

Existem diversos modelos para que isso seja possível. Grandes investimentos em mobilidade — como trens de alta velocidade conectando um país — podem ser feitos por meio de parcerias público-privadas (PPPs), por exemplo. Já as concessões podem permitir que empresas assumam demandas por produção de energia limpa e explorem o retorno dessas atividades.

O governo também pode terceirizar serviços com fornecedores privados que entreguem resultados com um custo menor aos cofres do estado e até criar políticas de incentivo para que empreendedores enxerguem oportunidades atrativas em, por exemplo, desenvolver escolas ou hospitais para a população.

Uma gestão pública inteligente consegue, então, utilizar tanto a força dos recursos do estado como também a expertise do setor privado para conseguir os melhores resultados. Com isso, ao mesmo tempo em que atende as demandas públicas, fomenta o crescimento econômico do país.

Qual é o papel da tecnologia na conciliação dessas demandas?

Já existem inúmeras possibilidades de aplicação prática de recursos tecnológicos no setor público. E muitos deles podem ser fundamentais para a conciliação de demandas e obrigações do governo.

Um exemplo disso são os softwares específicos para a gestão pública que entregam um dashboard estratégico para os seus usuários. Esse tipo de ferramenta é capaz de demonstrar quanto foi investido, quanto foi aplicado e quanto ainda pode ser utilizado, dando um panorama do volume de recursos públicos e dos seus usos.

Com a transparência proporcionada por essa categoria de software, um gestor é capaz de elaborar um planejamento melhor a curto e longo prazo, enxergar os resultados do seu trabalho e, com isso, se orientar melhor quando for tomar decisões.

As ferramentas tecnológicas também podem ser desenvolvidas para permitir uma comunicação mais eficiente entre a gestão pública e a população. Já existem inúmeros canais que permitem que os cidadãos falem e sejam ouvidos pelo governo.

Por meio desses, é possível propor melhorias para o poder público, acompanhar a execução de investimentos e, claro, cobrar por resultados.

Em relação aos investimentos públicos, o papel da tecnologia é facilitar, aproximar e tornar o trabalho transparente para as partes envolvidas. Se, mesmo em uma empresa privada, a transparência é importante, no poder público ela é fundamental para o sucesso da gestão.

Agora que você já sabe como direcionar melhor os investimentos públicos, que tal aproveitar para descobrir as 9 vantagens em adotar um software de gestão pública?!