Um gestor público precisa ter muita responsabilidade para administrar as receitas e despesas do órgão pelo qual é responsável. Um dos motivos para isso é que os recursos financeiros são muito relevantes para a implantação de políticas sociais.

Em um momento de escassez de dinheiro, o planejamento se tornou uma peça-chave para a obtenção de resultados expressivos. Além disso, favorece o uso de recursos tecnológicos para dar mais eficiência e agilidade ao setor público.

Neste post, vamos abordar os desafios enfrentados para a implantação de políticas públicas, ações do exterior com foco na qualidade de vida da população e formas de o serviço público ser mais rápido e eficiente no atendimento às demandas. Confira!

O desafio das políticas sociais públicas

Sem dúvida, existem diversos projetos que priorizam o bem-estar dos cidadãos. Porém, os gestores públicos precisam analisar se as atividades estipuladas vão proporcionar benefícios para todos os segmentos sociais.

Não adianta favorecer uma camada da população caso outros setores não sejam devidamente contemplados com as políticas públicas. É muito importante buscar o equilíbrio social, pois assim o Estado terá mais condições de aumentar o alcance dos serviços prestados em áreas, como saúde, educação e segurança.

Outro desafio importante é adotar indicadores que possam medir a performance das ações realizadas. Oferecer vagas em universidades públicas para as classes menos favorecidas é uma forma de combater a desigualdade social.

Por outro lado, é necessário acompanhar o resultado dessa iniciativa e verificar o que pode ser ajustado para atingir as metas previstas.

Um gestor público deve pensar no alinhamento das ações a serem efetivadas. Isso significa que necessita constatar o que é mais importante para todos os grupos sociais em um determinado momento.

Por questões políticas, essa medida acaba sendo, algumas vezes, de difícil aplicação. Porém, deve ser um dos pilares da administração pública. Nesse cenário, é recomendado apostar no orçamento participativo e na transparência das atividades.

A divulgação dos serviços realizados e o fornecimento de dados sobre o uso das finanças são importantíssimos para aproximar os cidadãos do setor público e gerar uma relação de confiança.

Também é relevante visualizar o que precisa ser priorizado na hora de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. Um bom exemplo é a Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul, que direciona a construção de casas populares para as famílias que vivem em áreas de risco.

O que pode ser aprendido com outros países

O primeiro passo para contar com uma política pública adequada é reduzir a burocracia. Pensando nisso, a Finlândia apostou em um programa de renda mínima para as pessoas mais pobres.

O objetivo é contemplar os que realmente precisam do auxílio do poder público. A iniciativa possibilita que as pessoas com menos poder aquisitivo possam ter mais qualidade de vida.

O programa também se caracteriza por substituir um complexo sistema de seguridade social por uma política pública de transferência de renda que preza a simplicidade e a agilidade. À medida que mais segmentos da população têm condições de consumir, maior será o dinamismo da economia.

Isso contribui para reduzir a desigualdade social e o desemprego, além de possibilitar a abertura de novas empresas e gerar renda. Administrando adequadamente o dinheiro arrecadado, o poder público pode investir em projetos voltados para atender às demandas mais urgentes da população.

A Finlândia mostra que é possível ter uma política social que minimiza a burocracia e proporciona bons resultados para os cidadãos.

Métodos para garantir maior eficiência

Por melhor que seja a intenção de um gestor público, os projetos precisam ser devidamente avaliados. Essa é a melhor maneira de verificar se o desempenho está dentro das expectativas. A criação de indicadores deve ter uma relação direta com os motivos que incentivaram a adoção de um programa social.

No Brasil, uma iniciativa interessante para mensurar o impacto das políticas públicas foi a abertura do Laboratório da Pobreza, que faz avaliações criteriosas de projetos voltados para as camadas mais pobres.

Criado pelo Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), uma das universidades mais importantes do mundo, ele funciona desde julho de 2015, no Rio de Janeiro. Ao contar com mais informações sobre as políticas públicas, os gestores terão mais facilidade de implantá-las e de acompanhá-las da melhor forma possível.

Também é muito relevante para avaliar o impacto das políticas sociais a prestação de contas dos investimentos realizados. A medida propicia à população fazer um controle social de um projeto, por exemplo.

Com dados atualizados, é possível saber se o dinheiro aplicado está sendo usado corretamente. Além disso, os cidadãos podem acompanhar se a iniciativa começou a ser efetivada no prazo estabelecido.

Uma gestão responsável busca fazer mais ações com menos gastos. Ou seja, prioriza a eficiência e a conquista de resultados expressivos.

Essa postura ainda contribui para que as atividades sejam fiscalizadas pelo Tribunal de Contas e também mostra a necessidade de as ações serem feitas respeitando a legislação e as necessidades dos cidadãos.

Potencial da metodologia ágil

No setor de tecnologia da informação (TI), a metodologia ágil é bastante utilizada no desenvolvimento de software. Porém, é possível adotar essa forma de trabalho nas políticas sociais.

Não basta contar com os melhores recursos tecnológicos para construir uma escola, por exemplo. Nesse caso, é fundamental entender o comportamento da população a ser contemplada com a obra.

Assim, é viável uma interação positiva entre os governantes e os cidadãos na construção de uma unidade de ensino. A iniciativa faz com que haja um diálogo que permite debater não apenas a infraestrutura do local, mas também o que será ensinado aos estudantes.

A metodologia ágil se caracteriza por fazer pequenas entregas ao longo do projeto. Em vez de elaborar o projeto pedagógico de uma escola de maneira ininterrupta, são feitas amostras de como as ações estão sendo executadas.

A postura abre um espaço para a população avaliar os serviços de maneira mais próxima e constante. Além disso, viabiliza verificar erros e analisar alternativas para melhorar a qualidade das ações efetivadas.

Inegavelmente, implantar políticas sociais é um grande desafio. Se você ocupa um cargo de gestão em um órgão estatal, procure entender o funcionamento da relação entre governo digital e gestão inteligente.

Aproveite essa oportunidade de obter mais conhecimento para administrar melhor e obter uma performance de alto nível!