Diferente do que alguns pensam, o outsourcing na gestão pública contribui para os resultados de uma repartição a partir de melhorias na performance, não focando apenas na parte da redução de custos. Mas, devido às especificidades dos governos, há uma série de desafios que precisam ser enfrentados antes que isso seja de fato implementado.

Neste artigo, mostraremos não só quais são esses desafios, mas também as vantagens desse modelo e como pode ser aplicado na repartição pública de maneira qualificada e eficaz. Continue a leitura para entender melhor.

Quais são os principais desafios do outsourcing no setor público?

Após a promulgação da Reforma Trabalhista, o governo federal instituiu duas leis ordinárias a respeito das relações de trabalho. Uma delas ampliou a questão da terceirização de mão de obra, alterando a lei 6.019/74 para a 13.429/17.

Isso abriu espaço para que as instituições pudessem tornar as relações de trabalho mais flexíveis no setor privado. Mas também também originou a discussão a respeito da organização dentro do segmento público.

Apesar disso, a realidade, especialmente no que diz respeito aos órgãos públicos, ainda está envolta em desafios de diferentes tipos, que dificultam a fluidez do processo. Confira alguns dos principais, a seguir!

Controle de custos

A opção pelo outsourcing, muitas vezes, está pautada em uma questão ligada à redução de custos. O fato é que isso precisa ser bem planejado. Afinal, o montante total a ser pago variará conforme a quantidade de profissionais contratados, mas também em relação ao uso de produtos/softwares e licenciamento deles, bem como à manutenção dos serviços oferecidos.

A eliminação de desperdícios é um ponto a ser refletido, principalmente, se formos avaliar as seguintes questões:

  • pagamento por licença de software: muito do que é utilizado pelo negócio é pago por licença, ou seja, só é cobrado aquilo que, de fato, é utilizado;
  • equipamento de ponta: por se tratar de uma empresa que presta serviço a outra, geralmente, o outsourcing é oferecido por uma prestadora com expertise nos serviços, que usa as mais modernas tecnologias para isso, evitando a necessidade de compra de equipamentos;
  • previsão de falhas e foco no negócio: sobre as falhas e riscos, eles são levantados pela empresa que presta serviços e ela é responsável por manter os serviços funcionando, permitindo um maior foco no negócio.

No entanto, um órgão público precisa considerar se a solução e o valor pago mensalmente a ela será compatível com uma redução e não gerará um gasto a mais. Principalmente, se levarmos em consideração o orçamento público e as questões burocráticas em relação à contratação de serviços.

Qualidade técnica dos profissionais

Outro aspecto desafiador quando se trata de outsourcing na gestão pública diz respeito à qualidade técnica dos profissionais. Não é simples para os gestores dessa área encontrar um servidor que contemple todas as necessidades da gestão pública.

Afinal, é preciso que os valores, ideias e até mesmo as motivações sejam compatíveis aos profissionais para que eles tragam os resultados esperados. Vale lembrar que grande parte das atividades desempenhadas pelo serviço terceirizado, quando se fala do setor público, ainda está ligada às tarefas do meio, como tecnologias que otimizam a atuação dos servidores públicos.

Adaptação da equipe

Mais um fator desafiador da aplicação de outsoucing na gestão pública diz respeito à adaptação da equipe interna. A partir do momento em que se coloca um serviço terceirizado que não só foque nas tecnologias a serem utilizadas, mas também interfere nas funções do dia a dia de uma equipe, é preciso cuidado.

Primeiramente, ela deve estar muito bem preparada para receber tais novidades. Se, por exemplo, os servidores terão que aprender a mexer em determinado software, é essencial que eles passem por um treinamento e sejam familiarizados com as novidades a serem aplicadas. Tudo isso garantirá que as ferramentas serão aproveitadas em sua totalidade, bem como os serviços.

Quais são os benefícios de terceirizar a gestão pública?

Apesar dos desafios impostos pela terceirização na gestão pública, é preciso destacar a série de benefícios que vêm atrelados à inserção desse tipo de serviço. Diante disso, existem alguns pontos que se destacam.

Suporte

Ao contratar uma empresa que faça a gestão de outsourcing, o órgão público terá assistência e suporte técnico em grande parte dos casos por 24 horas. Como tais empresas contam com uma série de contatos e parcerias, elas conseguem oferecer o suporte por meio de diferentes canais, seja por telefone, seja por acesso virtual, o que permite a solução de maneira rápida e eficiente.

Isso evita que o órgão público sofra com prejuízos, já que não permitirá que a operação pare por qualquer motivo, não afetando a população.

Monitoramento

Outra vantagem do outsourcing na gestão pública é a possibilidade de monitoramento e gerenciamento dos softwares utilizados pelas servidores. Assim, é possível fazer liberações de acesso de acordo com o perfil. Consequentemente, isso traz mais segurança aos dados, especialmente aqueles considerados confidenciais.

Quando se tem o suporte de uma empresa especializada, é mais difícil que a ação de hackers afete os sistemas da órgão público. Todo o sistema é criptografado e constantemente passa por auditorias para oferecer a maior proteção àqueles que contrataram os seus serviços.

Foco no core business

A partir do momento em que a repartição pública tem como base o outsourcing em uma de suas atividades-meio, por exemplo, ela consegue não só otimizar o tempo, mas também eliminar as preocupações que teria com esses serviços, como é o caso de TI. Assim, o foco principal é voltado para aspectos estratégicos dessa organização.

Consequentemente, as equipes são mais produtivas, pois empregam o seu tempo diretamente em atividades que trarão resultados para a população, que são os principais clientes, quando se trata de serviços públicos. Além de um trabalho mais qualificado, a dedicação ao que realmente interessa representa um melhor custo-benefício de maneira geral.

Como aplicar o outsourcing na gestão pública?

Alguns passos ajudam no trabalho em torno da aplicação do outsourcing na gestão pública. Entre eles, podemos destacar:

  • estratégia: o primeiro passo é entender a motivação por trás da contratação de um serviço;
  • planejamento: depois, é preciso definir o que está procurando, as características e demais questões sobre o serviço;
  • pesquisa: essa fase é a de comparação entre os diferentes servidores de outsourcing, buscando aquele que tem o melhor custo-benefício;
  • seleção e contrato: essa fase é a de escolha e fechamento do contrato;
  • integração: nesse momento, é feita a integração das pessoas que serão impactadas pelo serviço;
  • controle: esse passo serve para verificar o funcionamento dos serviços e suas aplicações;
  • ajuste: quando há necessidade de mudanças, a fase de ajuste serve para garantir o maior alinhamento possível entre o contratante e o contratado.

Quando falamos de outsourcing na gestão pública, é preciso destacar a sua relação mais próxima com o valor entregue ao cliente. O que isso significa? A parceria é estratégica e deve trazer benefícios estruturais ao órgão público. Afinal, espera-se um nível mais alto de conhecimento e qualificação profissional. Portanto, é preciso cuidado especial na hora de escolher o parceiro ideal.

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